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Depois da CasaCor: imóvel na Avenida Sumaré será o novo endereço de gastronomia, bem-estar, negócios e serviços em Ribeirão Preto

Uma casa projetada nos anos 1980 pelo arquiteto Marcos Tomanik ganha um novo capítulo em sua história. Na Avenida Sumaré, 590, no Jardim Sumaré, o imóvel que sedia a CASACOR Ribeirão Preto 2026 até o dia 12 de outubro, passará por uma nova etapa de transformação para dar origem ao Pátio Sumaré, endereço que reunirá gastronomia, bem-estar, lojas, escritórios e consultórios. O projeto de retrofit preserva a identidade da arquitetura original e incorpora as transformações realizadas para a mostra.

Com aproximadamente 2 mil m², o Pátio Sumaré nasce da proposta de adaptar uma casa de características marcantes a uma nova dinâmica de uso, conectada às transformações do bairro e aos hábitos contemporâneos de consumo, trabalho e convivência. O projeto busca preservar a essência do imóvel e, ao mesmo tempo, prepará-lo para receber novas pessoas, marcas e experiências.

Antes de se tornar um endereço comercial, o imóvel já ocupava um lugar particular na paisagem da Avenida Sumaré. A residência foi concebida com ambientes generosos e um pátio central pensado para receber pessoas. Nas últimas décadas, o local passou por transformações, com a chegada de novos restaurantes, estabelecimentos comerciais e serviços. Nesse contexto, o uso exclusivamente residencial deixou de responder às possibilidades de um imóvel desse porte.

A decisão de transformar a residência em um empreendimento comercial partiu da leitura dessas mudanças e, sobretudo, da oportunidade de preservar características marcantes de sua arquitetura.

O empreendimento tem como referências projetos como a Villa Aymoré, no Rio de Janeiro, e a Casa Cavia, em Buenos Aires. “A referência não está na reprodução de um formato, mas na possibilidade de uma arquitetura existente receber novos usos e continuar relevante para a cidade”, afirma André Lopes, da Valoritá Empreendimentos, responsável pela conversão da residência em empreendimento comercial.

Nesse processo, a realização da CASACOR Ribeirão Preto 2026 representa um momento importante para a transformação do imóvel. A mostra permite que profissionais de arquitetura, design e paisagismo explorem as características da casa e que o público experimente o espaço sob uma nova perspectiva.

Tendência

A proposta do Pátio Sumaré acompanha uma tendência observada no varejo físico: a expansão de espaços de proximidade, como os chamados strip malls ou centros de conveniência. São empreendimentos que combinam localização próxima às áreas residenciais, acesso facilitado e um mix de operações voltadas a diferentes necessidades do consumidor.

Esse formato também favorece a convivência entre negócios complementares. Gastronomia, saúde, bem-estar, serviços e comércio podem compartilhar o mesmo endereço, permitindo que diferentes atividades sejam realizadas em uma única visita. O projeto de retrofit, desenvolvido pela arquiteta Victória Santoro, parte de um princípio central: adaptar a casa ao novo uso sem apagar seus elementos mais reconhecíveis.

O telhado, a volumetria e a relação da construção com o pátio permanecem como referências do projeto. Ao mesmo tempo, acessos, circulação e espaços comerciais são reorganizados para atender à nova operação. No térreo, está prevista uma combinação de cafés, restaurantes, lojas e uma operação voltada à atividade física, como academia ou estúdio de pilates. O pavimento superior deverá receber escritórios e consultórios, ampliando a diversidade de usos do endereço.

“A proposta é que os negócios estabeleçam relações entre si”, explica André. Nesse desenho, o pátio do imóvel funciona como elemento de conexão entre as diferentes experiências — um espaço de encontro, descoberta e permanência, característica que remete ao seu uso original.

A próxima fase

A CASACOR Ribeirão Preto 2026 marca um momento especial ao apresentar ao público o potencial de uma arquitetura que agora se prepara para uma nova função. Depois da mostra, o Pátio Sumaré dará continuidade a essa história como um endereço permanente, aberto à cidade e pensado para fazer parte do cotidiano de Ribeirão Preto.

O retrofit vai preservar as principais mudanças propostas pelos arquitetos que participam da mostra. “É também uma oportunidade de valorizar esse trabalho e dar continuidade a ele”, finaliza André.

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