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Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas participa de debate online sobre a pandemia do novo coronavírus

Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas participa de debate online sobre a pandemia do novo coronavírus

Evento aberto a internautas é promovido pela Associação dos Docentes da Unicamp

A professora Wanda Pereira Almeida, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas-Unicamp/SP e membro do Conselho Consultivo da ABCF-Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, participa nesta terça-feira, 14, do quinto debate online sobre a pandemia causada pelo novo coronavírus. Ao lado dela, Gastão Wagner Campos, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, também estará debatendo. Wagner Romão coordena o debate.

Com o tema “A contenção e o tratamento do COVID-19 em debate”, o evento é promovido pela ADUnicamp-Associação dos Docentes da Unicamp e aberto à participação de internautas. Os especialistas abordarão as controvérsias existentes em relação ao tratamento e enfrentamento diagnóstico-terapêutico da COVID-19. Os participantes começam a falar às 19h30 e, em seguida, respondem às dúvidas dos internautas.

Livre docente em Ciências Farmacêuticas, a professora Wanda atua na área de Química Farmacêutica Medicinal. A ADUnicamp tem promovido debates sobre temas relacionados à pandemia, seus efeitos, implicações, desafios, com vários especialistas.

O debate poderá ser acompanhado pelo link https://www.facebook.com/adunicamp/ a partir de 19h30.

Recentemente, a ABCF emitiu um manifesto alertando para os riscos da possível adoção, pelo Ministério da Saúde brasileiro, de uma terapia com o difosfato de cloroquina, sem embasamento científico suficiente. O documento, assinado pelo presidente da entidade, Flavio da Silva Emery, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas USP-Ribeirão Preto, e pela vice-presidente Sandra Helena Poliselli Farsky, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas USP-São Paulo, alerta para efeitos colaterais “importantes” e possíveis transtornos maiores para pacientes e para o sistema de saúde. 

A entidade ressalta que ainda há incertezas sobre a COVID-19 e isso reflete a falta de conhecimento sobre a patogenia, desenvolvimento e tratamento da doença que acomete gravemente cerca de 5% dos infectados causado transtornos imensuráveis nos programas de saúde pública, sociais e econômicos. “Diante deste quadro, pesquisas para busca de conhecimentos sobre os mecanismos que regem a doença e de alvos terapêuticos que levem a um tratamento rápido e efetivo têm sido realizadas com afinco em todo mundo. Uma grande quantidade de resultados vem sendo divulgada, no entanto os resultados obtidos de estudos clínicos ainda são precoces se considerados os critérios exigidos para a confiabilidade dos dados pelas agências regulamentadoras”, argumenta a ABCF em seu manifesto.

A ABCF reitera a preocupação sobre a utilização de cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19 e reforça que a proposição de terapias farmacológicas que definam políticas públicas de saúde, mesmo em situações de crise como a que enfrentada neste momento, seja baseada em dados robustos obtidos em estudos com critérios científicos rígidos.  

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